Famílias de todos os jeitos e tipos são convidadas para a festa, que neste ano se organizou como piquenique e promoveu alegria, diversão e afeto entre todos os presentes.

No último dia 12 a Terra Firme recebeu as famílias de alunos e alunas para um piquenique. Foi o Dia da Família, um acontecimento que já se tornou rotina em todos os semestres, quando pais, mães, alunos, alunas e equipe pedagógica se confraternizam. Desta vez, a proposta foi realizar uma atividade na qual todos pudessem estar juntos e interagir, com carinho, afeto e alimentos, além de ouvir boa música brasileira e participar de atividades lúdicas. O clima estava agradável e a descontração foi total.

Sandra Cornelsen, diretora da Terra, acredita que o Dia da Família promove a aproximação entre as famílias e a escola e, da mesma forma, proporciona o conhecimento entre essas pessoas. “Quando os familiares começam a participar das confraternizações percebem como a escola funciona e isso reforça a parceria entre essas pessoas e a escola. As famílias se aproximam dos professores e professoras, as crianças ficam muito felizes e o resultado de tudo isso é muito produtivo”, afirma.

Segundo Sandra, a ideia de realizar essa confraternização veio da percepção de que as escolas costumam promover principalmente eventos para comemoração de datas, como o dia da mães ou dos pais, e que como os tempos trouxeram alterações na constituição das famílias, torna-se importante valorizar mais o papel de pai e mãe do que as figuras biológicas de pai e mãe. “Percebemos que a família mudou, que não é só ser pai ou mãe e que esses papeis existem, desde que exista uma família, e podem ser de quem cuida, seja homem ou mulher, biológico ou não. O Dia da Família tem como base o afeto de quem cuida, seja quem for e do jeito que for, porque não é a escola que vai definir isso”, explica.

Fazendo a diferença com diversão, carinho e afeto

Camila Ribas, mãe da Carmela do 3º ano, diz que essa confraternização promove a confiança de pais e mães na escola e aprofunda o relacionamento da família com a equipe pedagógica. “Esse tipo de festa traz a integração. É um programa diferente e faz a diferença na nossa vida, pois passamos o tempo de forma agradável, com atividades divertidas”, afirma.

A coordenadora da educação infantil, Camila Guitti Luppi, entende que o Dia da Família pretende, acima de tudo, confraternizar e evitar cair refém de uma lógica comercial, como acontece em algumas datas comemorativas tradicionais. A proposta é a confraternização, promover o afeto e muitas brincadeiras em um momento de alegria e diversão em que as pessoas se encontram e relaxam no ambiente da escola. “Datas como essas podem, além de dirigir os sentimentos para uma lógica comercial, promover o sofrimento daquela criança que não conta com a presença do pai ou da mãe, seja lá por que motivo. Essas datas, como o dia da mães ou dos pais, devem ser comemoradas em casa, de acordo com a realidade de cada família”, diz.

Rosana Marçal, coordenadora do fundamental I, também compreende que há diversos tipos de família e o que é festejado é a família, seja ela como for, de que tipo for, em uma iniciativa que tem um fundamento humano de promover o bem-estar e também um objetivo pedagógico claro. “O reflexo dessa confraternização é a família se sentir íntima da escola, ficar à vontade, se sentir em casa. E, quando isso acontece, o resultado é a confiança. Se a família não confia na escola, isso atrapalha muito e os pais participam e confiam na escola, porque sabem da proposta da escola, do amor e carinho que temos”, define.

Texto: Karina Ernsen
Arte gráfica: Adriano de Faria
Fotos: Gilson Camargo

#TerraFirme30anos