No dia 26/04 a Escola Terra Firme promoveu a sua Feira da Troca de Livros, com a dedicada participação de muitos leitores e leitoras mirins interessados em conhecer novas histórias. Com a ajuda dos familiares, alunos e alunas levaram os livros que já leram para serem expostos, enquanto se movimentavam para saber o que os coleguinhas tinham para trocar. A interatividade foi intensa e, em pouco tempo, vários livros já tinham mudado de mãos. Muitos aproveitaram para começar a leitura ali mesmo na Feira, compenetrados em meio à movimentação.

A proposta da Feira é incentivar o hábito da leitura e a interatividade entre alunos e alunas, gerando um ambiente que possibilita não apenas o acesso aos livros, mas o encontro em torno deles. A ideia é gerar uma cultura propícia à leitura e à troca de impressões acerca das histórias lidas e foi isso o que se viu e ouviu no evento. Era comum ouvir uma criança contar a outra o que já tinha lido, resumir a história do livro que estava dando em troca e ouvir comentários sobre o que estava levando para casa.

Opinião e autonomia – Yasmin Omairi está no 3º ano e levou os livros que ela mesma escolheu para trocar. “Trouxe os que li, mas não gostei muito, os que achei chatos”, explicou, deixando claro que já está construindo um gosto literário. A mãe, Luciane Omairi ajudou a separar e a carregar os livros, mas a seleção foi toda dela. “Yasmin gostou da ideia de se desfazer de alguns livros para ler outros. E uma coisa boa é que a Feira incentiva à reciclagem, isto é, a sair um pouco da lógica do consumo, pois a criança compreende que não necessariamente precisa ir a uma loja para ter algo novo. Muitas vezes o que não interessa mais a alguém é uma novidade para outra pessoa”, disse.

“Histórias da boca” – Joaquim Dallegrave está no Grupo 3 e, segundo seu pai Marcelo Dallegrave, já é apegado aos livros e adora ouvir histórias. Isso não acontece à toa, pois sua mãe, Melissa Medroni, lê para ele desde o seu primeiro dia de vida e o pai costuma contar histórias “da boca”, conforme define Joaquim. “A Melissa lê os livros para ele, já eu conto histórias que dizem respeito ao que o Joaquim vive. À noite, a gente senta e eu conto a história dele durante o dia, mas não digo que é ele, falo de um garotinho que fez isso e fez aquilo e ele adora. E, aos poucos, ele foi entendendo que nós estamos falando dele mesmo, fazendo relações entre os fatos e o que é contado, inserindo algum detalhe na história”, explicou Marcelo.

Para a Feira da Troca, Joaquim escolheu os livros que queria levar, com a coordenação do pai e da mãe, que vetaram um ou outro. Ele desenvolveu a fala muito cedo e está ansioso para aprender a ler, tanto que senta diante de um livro com texto e fica olhando as letras, como se já pudesse entender a relação entre elas, “fingindo que lê”, conta a mãe. Marcelo e Melissa estão felizes com o interesse de Joaquim e se dizem maravilhados com a Terra Firme. “É muito diferente das outras escolas que conhecemos. O aluno é conhecido pelo nome, a diretora é acessível e o ambiente é muito bom. Eventos como este estimulam a leitura e o desenvolvimento interpessoal, pois há a troca, o contato humano, sem estímulo ao consumo”, afirmou Marcelo.

Texto: Luiz Geremias
Arte do cartaz: Adriano de Faria
Fotos: Gilson Camargo

#TerraFirme30anos