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Estudando geometria em um contexto lúdico e interdisciplinar

Os professores Gustavo Hagebock Guimarães, de Matemática, e Daniela Carneiro, a Dani, de Educação Física, criaram uma estratégia pedagógica lúdica e instigante para ensinar geometria. Propuseram aos alunos e alunas do 6º ano uma atividade que envolve planejamento, experimentação e aplicação dos conceitos matemáticos relativos à geometria básica, abrindo caminho, ainda, para futuros aprendizados no campo da física.

Em uma das aulas de Matemática, a turma deixou a sala para uma atividade ao ar livre, sempre cumprindo as normas de segurança sanitária. Na quadra de areia da escola, cada estudante teve a tarefa de construir um circuito de minigolfe, de modo a compreender melhor conceitos geométricos, como plano, ponto, reta e ângulo. Em aula híbrida, com parte dos alunos e alunas presentes e outra parte on-line, realizando a tarefa com os recursos disponíveis em casa, o professor Gustavo deu atenção a todos.

Matemática na prática

“A ideia é visualizar de forma concreta conceitos abstratos. Antes desta atividade, houve um trabalho escrito e um planejamento do circuito feito em sala. Alguns vieram com o planejamento, outros preferiram primeiro criar o circuito para visualizar melhor. Cada um tem o seu jeito”, explica Gustavo. Ele conta que o projeto com o qual a turma trabalha neste trimestre tem o nome de “Diversos Universos” e, assim, essa experiência interdisciplinar está sendo entendida com o sentido de estudar a Matemática em um universo diferente do abstrato: o da aplicação prática.

Integrando conhecimentos e saberes

Depois de criar o seu próprio circuito, cada estudante deve registrar o que observou e aprendeu para que isso seja trabalhado em sala de aula. A professora Dani desenvolve, de forma integrada, uma outra etapa lúdica dessa atividade. A partir dos estudos e projetos realizados na disciplina de Matemática, a ideia é que a turma, em conjunto, crie um circuito de minigolfe, não mais que cada qual faça o seu, e que elaborem regras para o jogo, que será realizado, no caso, sem a utilização de tacos. “Esses circuitos, que cada um fez na aula de Matemática, são parte da atividade. Ainda vamos ter uma outra etapa nas aulas de Educação Física. Assim, são pelo menos duas situações: na primeira, eles utilizam a Matemática como base para construir o circuito, depois criam as regras, pontuação, se há penalidades etc. e jogam, claro”.

Formando seres pensantes

O aluno Samuel Zanin demonstrou destreza na atividade, compreendeu rapidamente como elaborar o seu circuito e encontrou tempo para ajudar os colegas. “Achei muito massa fazer essa pista. Pensei em fazer um caminho só, mas entendi que assim o percurso ficaria muito fácil”. Já Lucas Camargo também foi bastante engenhoso na elaboração do circuito e o fez um pouco maior do que os dos colegas, o que lhe deu mais trabalho. Ele ficou muito feliz quando conseguiu terminá-lo e comemorou. “Estou gostando muito de estudar ângulos, retas e planos em uma pista de minigolfe”, disse, entusiasmado. Gabriel Glinski planejou uma pista super elaborada e teve que fazer algumas alterações para viabilizá-la. “A ideia inicial era fazer uma rampa para a bola saltar, mas não conseguia velocidade para isso. Então, substituí por uma ponte e um túnel”.

Apesar de ter sido criada e elaborada pelos professores Gustavo e Dani, a atividade abre caminho para compreender outros conceitos, como os de velocidade, atrito, curvatura e angulação, relativos à Física, que compõe a disciplina de Ciências. A formação interdisciplinar proposta pela Escola Terra Firme enriquece o aprendizado ao interconectar conhecimentos e saberes. Na Metodologia de Projetos utilizada na escola, as disciplinas dialogam, possibilitando a alunos e alunas uma vivência pedagógica enriquecedora. A proposta é formar seres pensantes e cidadãos responsáveis, com autonomia para pesquisar e entender, de forma ativa e crítica, o mundo que os cerca.

Língua inglesa

A Terra Firme entende que é papel da escola oferecer a seus alunos e alunas uma formação interdisciplinar e integral, na qual cada elemento se interconecta aos demais para formar seres pensantes e cidadãos responsáveis, críticos e ativos. Assim, no seu projeto pedagógico, a Terra Firme agrega aos planos cognitivos do aprendizado os fatores socioemocionais, para fomentar em cada criança e adolescente a liberdade de perguntar, pesquisar, descobrir e a partir daí, construir conhecimentos.

A implantação será gradual de 3 a 5 horas semanais, desde a Educação Infantil Grupo II até o 9º ano do Ensino Fundamental. O ensino de inglês será ofertado, com integração consistente e constante entre ferramentas e estratégias de aprendizagem, na metodologia CLIL (Content and Language Integrated Learning – Aprendizagem Integrada de Conteúdo e Linguagem). Nessa abordagem o enfoque está na comunicação significativa, com uma proposta em que a aprendizagem não é linear e se dá contextualizada e com significado, o que facilita a habilidade de compreender e falar a língua.

Sem descartar o ensino específico da língua inglesa, de sua gramática e semântica, abre-se uma nova possibilidade para o aprendizado dessa fundamental ferramenta de comunicação no mundo contemporâneo. As aulas acontecem em sala ou em uma plataforma especialmente desenhada para isso, com acesso a uma biblioteca digital com mais de 5000 títulos e muitas ferramentas de apoio ao aluno e família, material didático, acompanhamento e formação continuada para os professores.

O objetivo é que ao sair da escola, após concluir o Ensino Fundamental II, alunos e alunas possuam fluência na língua inglesa e recebam certificação internacional, pela Michigan Language Assessment. Já para professores e professoras, a certificação é dada pela Cambridge Asessment English. Este projeto conta com a parceria da Richmond Solution, uma empresa com sede em Oxford (Inglaterra) e que integra o Grupo Santillana, fundado em 1960 na Espanha.

Uma aventura fascinante e instrutiva pelo folclore e contos de fadas

A turma do grupo II da Escola Terra Firme está fazendo uma incursão fascinante ao mundo mágico dos contos de fadas e do folclore. Nessa viagem, as crianças se divertem e aprendem, imaginando e descobrindo coisas novas, vivenciando as histórias encantadoras que despertam o interesse e ensinam sobre a vida. Além disso, vão estabelecendo os primeiros contatos com elementos dos conhecimentos que estudarão no futuro, como a botânica e a geometria.

“O objetivo geral é que a turma vivencie as histórias, pegando aquela essência da infância, do brincar de faz de conta. O momento em que essas crianças estão vivendo é aquele no qual elas começam a querer investigar, pesquisar, se encantam com coisas pequenas”, explica a professora Natalia Brolesi. Ela e a professora-assistente Caroline Cordeiro são as cicerones da turma na viagem fantástica, que inclui uma incursão ao folclore brasileiro.

Em busca do saci

Procurar o saci foi uma das atividades que mais empolgou as crianças. Na terça-feira, dia 21/09, o saci-pererê passou pela sala e fez aquela bagunça. Então, a solução foi procurá-lo no dia seguinte, o que aconteceu em um percurso por diversos recantos da escola, seguindo as pistas que o serelepe personagem deixava em cartinhas meticulosamente escondidas.

Tudo começou numa sala, onde uma cartinha do saci dizia: “Duvido que vocês me achem”. Dali, a turma foi desvendando o mistério, encontrando novas mensagens no parquinho, na quadra, embaixo de uma árvore, na biblioteca. Quando, ao seguir a última pista e voltar à sala de aula, o saci finalmente foi encontrado, começou a tarefa de prendê-lo em uma garrafa, da qual todos participaram, cuidando antes de tirar o barrete da cabeça do saci, pois nele estão os seus poderes.

Depois de domado, sem bagunçar nada, o saci apresentou a sereia Iara, outro personagem folclórico, e a viagem continuou. Antes, as crianças já tinham visitado o mundo encantado de João e o Pé de feijão e Cachinhos Dourados. Durante essas atividades, foram realizadas tarefas instrutivas, como a de plantar um pé de feijão, sob orientação do personagem João, para saber se ele também seria mágico. Já a história da menina que entra na casa em que mora uma família de ursos, foi contada e reinterpretada pelos alunos e alunas utilizando formas geométricas.

Metodologia de projetos estimula pesquisa e desenvolve a prática do aprender a aprender

A metodologia de projetos é uma estratégia pedagógica que promove o debate e estimula o interesse pela pesquisa e pelo inter-relacionamento entre os diversos conhecimentos e saberes. O tema central é escolhido em grupo e a proposta é definir uma questão ou dúvida inicial, de modo que o processo de pesquisar seja marcado pela busca das evidências e fatos que possam respondê-la.

O trabalho se dá de forma colaborativa, com professores e professoras participando com o intuito de orientar e balizar o processo, pesquisando e aprendendo junto com as alunas e alunos. Como propósitos, há o processo de apropriação de saberes e o exercício da prática do “aprender a aprender”, importante para o desenvolvimento da autonomia de cada estudante.

Nessa metodologia, um elemento fundamental é o mapa conceitual, construído desde a fase inicial da escolha do tema. Trata-se de uma técnica que possibilita a ampliação de conhecimentos a partir de uma representação de conceitos que vão se ligando e relacionando. Utilizando representações figurativas, como na Educação Infantil, ou escritas, crianças e adolescentes desenvolvem soluções para os problemas estabelecidos no projeto e avançam no processo de desenvolvimento de um estilo próprio de estudar.

Temáticas criativas e variadas

No Grupo II da Educação Infantil, por exemplo, as crianças escolheram o tema “Viajando pelos contos de fadas” e estão aprendendo com as tradicionais histórias e fábulas que encantam quem as conhece. O 8º ano definiu o tema “No tempo de agora”, interessado em estudar o percurso histórico da evolução da humanidade para chegar ao presente. Já a turma de formandos do 9º ano inovou e criou uma temática singular para orientar os trabalhos no terceiro trimestre deste ano: “Parafusos”, representando, simbolicamente, elos de ligação e sustentação presentes na experiência da turma e de cada estudante na escola.

Festa dos Pioneiros propõe conhecer o passado para melhor entender o presente

A Festa dos Pioneiros é uma atividade que desperta o interesse de alunos e alunas em relação àqueles que vieram de longe para formar a população paranaense e, em especial, a de Curitiba. A proposta é conhecer as origens dessa composição étnica e cultural, para entender as suas características e identificar nelas os elementos presentes no cotidiano de cada estudante. Para isso, há a realização de uma detalhada pesquisa sobre os imigrantes e seus países de origem, cujo resultado é apresentado na festa. Cada criança realiza a sua apresentação vestida com um traje típico do país pesquisado e tendo ao fundo um significativo cenário composto com objetos antigos que remetem aos povos pioneiros.

A professora Liz Volino criou essa atividade pedagógica para que cada criança conheça melhor as suas raízes culturais e as dos colegas e amigos. Segundo ela, neste ano de 2021 a Festa dos Pioneiros foi adaptada de modo a respeitar as medidas sanitárias de prevenção à covid-19 e a turma demonstrou muito empenho e interesse na busca de conhecimentos. “Sempre, no final, havia um baile e as apresentações eram feitas com microfone. Neste ano, porém, tivemos que adaptar a festa para manter as medidas preventivas, mas percebemos que as pesquisas foram mais aprofundadas e minuciosas”.

Descobertas, curiosidades e muitas informações úteis

Países como Portugal, Itália, França, Alemanha, Japão, Espanha e Líbano tiveram as suas realidades políticas, demográficas e geográficas destrinchadas pela turma do 3º ano. E, é claro, houve descobertas, como a do aluno João Cruz Cardim, que, em sua apresentação sobre a França se declarou surpreso com a quantidade de tipos de queijo existentes naquele país. Já o aluno Benjamin Schmid Sarro ficou espantado por ter descoberto que o macarrão não foi uma invenção italiana e Raphael Schmid Sarro, que participou da festa de sua casa, na modalidade on-line, preparou até pratos típicos para a apresentação, cujas imagens foram apreciadas pela turma com água na boca.

Curiosidades, como as diferentes palavras usadas no Brasil e em Portugal para os mesmos itens, estavam expostas nos cartazes. Desse modo, alunas e alunos souberam que “peúgas” é o nome dado para meias em Portugal. E mais: naquele país, o que aqui chamamos “trem” lá é conhecido como “comboio” e os ônibus são chamados “autocarros”. Também havia referências a saudações alemãs, provérbios no dialeto Talian, utilizado pelos imigrantes italianos, e invenções árabes. Além disso, informações sobre a população de cada país, bem como a língua falada, capital e diversidades culturais, estavam disponíveis para conhecimento geral.

Saúde, alegria, felicidade e bênçãos
Esteja sempre presente em nossa casa

Arte na Escola: releitura Frida Kahlo

Arte na Escola: releitura Frida Kahlo

A arte está presente no cotidiano da Escola Terra Firme. É um recurso pedagógico importante que permite o acesso de crianças e adolescentes às motivações e técnicas da criação artística e, na metodologia de projetos, integra as disciplinas e facilita o acesso aos diversos saberes.

Em meio ao projeto “Mentes Pensantes” a turma do 5º ano conheceu diversas pessoas que marcaram a história da humanidade. Dentre elas, mulheres que lutaram por direitos, igualdade e impactaram as gerações a seguir. Uma grande mulher que chamou a atenção do grupo foi Frida Kahlo. Conhecida mundialmente por suas obras, ela marcou o movimento de emancipação feminina e, inspiradas nela, diversas leituras foram realizadas.

A turma fez a releitura de um de seus trabalhos em uma atividade cheia de mistérios. Cada criança recebeu uma parte do desenho e o decorou como gostaria, sem saber qual desenho seria formado pela união das partes. Por fim, a surpresa: Frida!

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Arte na Escola Frida Kahlo

Releituras criativas

Reler uma obra de arte é fazer dela uma nova interpretação, recriá-la com estilo próprio, mantendo o tema original. A releitura de obras clássicas incentiva a formação de um olhar atento e crítico, proporcionando o contato com a experiência cultural e artística. A proposta não é copiar, mas refazer, vivenciar com novas perspectivas o estado de espírito do artista ao criar a obra, bem como aprender e refletir sobre as diversas técnicas possíveis na criação artística.

Estímulo à pesquisa e autonomia para desenvolver novos olhares

Incentivar a curiosidade e a pesquisa por novos conhecimentos é a melhor forma de promover o prazer de estudar. A descoberta sempre vem acompanhada de fascínio e o percurso até ela deixa lições, ajudando alunas e alunos a definir, coletiva e individualmente, interesses e métodos de pesquisa. Assim, desenvolvem a autonomia e aprendem a explorar os recursos tecnológicos disponíveis, compartilhando conhecimentos.

O projeto da turma do 7º ano envolve essa busca curiosa e autônoma pelo conhecimento, observando a diversidade cultural. O nome escolhido pelos estudantes para o projeto foi “Novos Olhares” e a aluna Anita Saldanha, a partir da leitura do livro, “O Karaíba”, do escritor indígena Daniel Munduruku, resolveu incrementar a sua pesquisa conseguindo uma entrevista com uma liderança do povo Munduruku, Alessandra Korap.

Segundo ela, a ideia partiu das aulas de Língua Portuguesa, da professora Maria Carolina de Almeida Amaral, e de Geografia, do professor Kevin Pscheidt. “A escola incentiva a pesquisa e eu não conhecia quase nada sobre indígenas. Entendi que nem sempre o que nós pensamos sobre esse povo é o que realmente ele é. Fiquei surpresa ao saber como lidam com a vida, com o meio ambiente, como lutam contra a destruição da natureza. É uma outra realidade, diferente da nossa, que a gente nem sempre entende e me comprometi a informar a turma sobre isso”.

Anita e Alessandra Korap – Fonte da imagem.

Autonomia e estímulo para aprender

Sua mãe, Viridiana de Macedo Saldanha, conta que ficou surpresa com o desprendimento e a autonomia da filha. Segundo ela, Anita teve a ideia e tomou a iniciativa sozinha. “Pesquisou, assistiu vídeos, leu textos e mandou mensagem para a Alessandra, pedindo uma entrevista. Quando chegou a resposta, aceitando, ela ficou surpresa e muito feliz. Fez a entrevista sozinha e eu somente ajudei a planejar as perguntas, ajeitei o cenário para a entrevista on-line e me apresentei à Alessandra, quando ela pediu para falar com um adulto. Fiquei muito orgulhosa!”

Viridiana afirma que, com a motivação que encontra nas aulas da Terra Firme, a filha “triplicou o gosto pelo estudo”. “A escola incentiva, motiva, tem uma visão mais abrangente do ato de estudar e valoriza a postura autônoma. Com os ‘mapas mentais’, realizados em todas as disciplinas, ela encontra estímulo para aprender. Faz tudo com autonomia e só pede ajuda para aquilo que ainda não sabe fazer sozinha”.

Duas lideranças dos povos indígenas

Alessandra Korap é natural de Itaituba (PA) e uma liderança da etnia Munduruku, ativista em defesa do meio ambiente. Luta pela demarcação dos territórios indígenas, denunciando atividades ilegais de madeireiros, mineradores e garimpeiros. Com reconhecimento internacional, em 2020 foi agraciada com o Prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos, nos Estados Unidos.

Daniel Munduruku nasceu em Belém (PA) e é um escritor da mesma etnia. É pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mestre e doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Filosofia, História e Psicologia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL). Escreveu mais de 50 obras, a maioria classificada como “literatura infanto-juvenil”. Seu livro “O Karaíba” foi publicado pela Editora Amarilys, em 2010. Nele, Daniel reconstitui a cultura pré-cabraliana, antes da chegada dos portugueses ao Brasil.

Formandos aprendem a gerir atividades e administrar finanças

A Escola Terra Firme apoia seus alunos e alunas que concluem o Ensino Fundamental e, como acontece todos os anos, oferece o suporte necessário para a concretização do “Projeto Formatura”.

Os alunos e alunas do 9º ano preparam a formatura e estão envolvidos com tarefas para as quais não têm muita, ou nenhuma, experiência. Para festejar a conclusão do Ensino Fundamental, a turma está arrecadando fundos para as despesas decorrentes e se depara com a necessidade de organizar essa movimentação financeira, bem como de planejar estratégias de levantamento de recursos. Para isso, conta com a ajuda da coordenadora Brunna Bassetti Britto e do professor Gustavo Hagebock, de matemática.

Na prática, é o primeiro contato que a maioria tem com elementos relacionados à contabilidade. Muitos sabem do que se trata, mas não haviam ainda vivenciado essa experiência de forma autônoma. Assim, recorrem à coordenação para aprender a ordenar tarefas e, do professor, recebem auxílio para montar um balancete e discriminar receitas e despesas. Também aprendem como faz um administrador de empresas em um caso como esse: se empenham para diversificar fontes de renda, racionalizam custos e conhecem as melhores estratégias para divulgar seus produtos.

Na festa julina, por exemplo, criaram kits com comidas típicas para que as famílias pudessem comemorar, em suas casas, ao som da animada live que a Terra Firme promoveu no dia 10 de julho. Também já organizaram rifas de cestas, na páscoa e no dia dos namorados, e planejam outras formas de arrecadação, aprendendo a equacionar, da melhor forma possível, custos e faturamento. O objetivo é ter recursos para poder comemorar, quem sabe viajar, com o esperado controle da pandemia de covid-19 previsto para breve.

Luísa Reali Willrich, a representante da turma, tem sido proativa. Na primeira aula que o professor Gustavo ministrou especificamente para assessorar a turma no Projeto Formatura, ela, com o auxílio da coordenadora e de colegas, como a aluna Elisa de Carvalho Kaltmaier, apresentou relatório e planilha informando o que já tinha sido feito e os recursos em caixa. Luísa avalia que o suporte que a escola está dando, principalmente nas aulas de matemática financeira, tem sido muito útil e conta que a venda dos kits em julho foi um sucesso. Mas, para a alegria ser completa, segundo ela, falta algo. “O pessoal está participando e os kits venderam bem. Agora, vamos aos próximos passos, torcendo muito para que seja possível fazer a tão esperada viagem no fim do ano”.

“Garrafa Mágica” promove a interação e o fascínio pelas descobertas

As crianças do Grupo 2, orientadas pelas professoras Natalia Brolesi de Souza e Fernanda Katharina Alves, realizaram em sala de aula uma atividade chamada “Garrafa Mágica”. Encheram uma garrafa com água e realizaram a clássica experiência do “afunda/não afunda”, que trabalha noções básicas de peso e densidade.

A mágica aconteceu quando acrescentaram glitter colorido e observaram a transformação que o brilho das cores produziu, agitando a água. As garrafas continham corantes diferentes “escondidos” em suas tampas e, ao serem chacoalhadas, os corantes se misturaram e as coloriram. A surpresa transformou a experiência em uma prazerosa brincadeira. “A atividade foi uma experiência para testarmos o que flutuava ou afundava na água. O elemento mágico foi a tinta, que as crianças não sabiam que estava na tampinha. Ao agitarem a garrafa, mudava a cor da água. A atividade também trabalhou a coordenação motora fina.”, explica a professora Natalia.

A proposta pedagógica da Terra Firme inclui atividades básicas de iniciação científica, já na Educação Infantil, de forma lúdica e atraente. Incentivando as crianças a desenvolver a curiosidade e despertando nelas os interesse pelos fenômenos que vão estudar no futuro, na disciplina de Ciências, brincadeiras como a “Garrafa Mágica” conjugam o trabalho motor, a observação de transformações e o fascínio pelas descobertas.

Para manter a tradição junina, Terra Firme inovou e a festa durou uma semana

Preservando a tradição de suas animadas festas juninas, a escola promoveu “arraiás” para as turmas da Educação Infantil e Fundamental I, durante toda a primeira semana de julho, com alegria e segurança, sem aglomerações. Cada turma fez a sua própria festa e estudou temas relacionados às comemorações dessa época do ano.

Neste ano, a Terra Firme inovou nos seus festejos juninos. Não realizou apenas o seu já tradicional “Arraiá Bom Que Só”, em animada live no sábado, dia 10/07. A diversão foi além e todas as turmas da Educação Infantil e do Fundamental I fizeram o seu pequeno arraiá, em horários distribuídos pela primeira semana de julho, com todas as medidas de segurança observadas. As brincadeiras das festas de São João, tão conhecidas e admiradas, foram a atração, com fogueira improvisada, jogo de argolas, pescaria, corrida do saco e tudo mais. Como já é costume nas festas da Terra, boa música não faltou, tanto nos “arraiazinhos” de cada turma quanto no show que marcou a live do dia 10.

A inovação se deu por conta da importância de manter a tradição junina de festejos, neste ano de forma semipresencial, graças ao retorno paulatino e controlado das aulas no espaço físico da escola. “É importante manter a alegria, adaptamos os festejos à realidade e cada turma teve o seu horário para festejar. Além disso, as atividades em sala incluíram pesquisas sobre temas relativos à tradição das festas juninas, incluídos nos projetos, e a composição de músicas para os eventos”, explica Ana Carolina Brofman, orientadora pedagógica da Terra Firme.

“Durante um encontro com as professoras, decidimos que cada turma teria um dia junino na escola, no qual eles poderiam brincar livremente, comer e dançar como numa festa junina das que fazíamos antes da pandemia, sempre seguindo todos os protocolos de saúde”, diz Brunna Bassetti Britto, coordenadora da Educação Infantil e do Fundamental II. Ela conta que, desde o mês de junho, o ambiente pedagógico da escola foi sendo decorado de forma bem colorida, alegre e festiva e alunos e alunas perguntavam diariamente quando seria realizada a festa. “Chegando a última semana de aula, chegou também o nosso ‘Arraiá bom que só’ e foi uma emoção muito grande ver as crianças entrando na escola caracterizadas e prontas para se divertir. Foram tardes muito divertidas, alegres e emocionantes. Fechamos o 1º semestre com o coração cheio de amor e felicidade”.

A preparação para o arraiá foi motivo de grande expectativa e dedicação. Os professores Carla Beatriz Jochims Gonçalves e Leonardo Guadagnin (Leo), que auxiliam a professora Francesca Maranho Amariz (Fran) nas atividades com o 2º ano, destacam a animação de todas as crianças. “As atenções estavam centradas na festa, tanto nas aulas on-line quanto nas presenciais. E muitos alunos que fazem aula on-line vieram para a festa”. Da mesma forma, Solange Maria Jankowski Palmeiro, a Xuxa, professora do 1º ano X, destaca o empenho e a maturidade de seus alunos e alunas nos dias que antecederam o festejo. “Eles questionaram, conscientes, como seria feita a festa e criaram formas de brincar que tornaram compatíveis a diversão e a segurança de cada um”.

Ainda durante os preparativos para o arraiá, Kátia Bassetti, professora do 1º ano K, levou as crianças a uma “viagem” pelo Nordeste do Brasil, para estudar e compreender melhor a história das festas juninas. Já as professoras Rosana Machado, a Rô, e Erli Freitas, a Lili, do Grupo I, contam que a turma brincou bastante antes e durante a festa. “Cantaram, dançaram, lancharam comidas típicas e pularam a fogueira, todo mundo caracterizado”.

No sábado, a live “Arraiá Bom Que Só” foi um verdadeiro show. A mestre de cerimônias Daniela Carneiro, professora de Educação Física, comandou o espetáculo e a mensagem de abertura foi da diretora pedagógica e fundadora da Escola Terra Firme, Sandra Cornelsen: “Vamos festejar a vida!”, disse a todos. Em seguida, o professor de Teatro Alexandre Zampier dos Santos Lima, conhecido como Conde Baltazar, contou uma historinha divertida sobre a origem das festas juninas.

Além de tocar o “sino do beijo”, quando convidava alunos e familiares que assistiam a live a se confraternizar, a mestre de cerimônias leu recados e fez propaganda da cesta junina vendida pelos alunos e alunas do 9º ano para a formatura. Também registrou que alguns alunos e alunas assistiam o arraiá on-line de outras cidades e leu várias mensagens carinhosas que foram enviadas para professores e professoras.

Os professores de Música, Cauê Menandro, Carlito Birolli e Fabrício Ferreira do Amaral se apresentaram individualmente e em trio, quando contaram com a afinadíssima voz da professora de inglês Luciane Alves Ferreira Mendes, a Miss Lu. Houve muitas brincadeiras e concursos instantâneos, que premiaram os vencedores com garrafas de um delicioso suco de uva.

Projeto “Viajando pela Natureza” desperta consciência ecológica nas crianças do Grupo III

Os alunos e alunas do Grupo III embarcaram, neste trimestre, no projeto “Viajando pela Natureza”. Em um primeiro momento, aprenderam bastante sobre os animais, plantas e minerais, bem como sobre os habitats que compõem o que chamamos um ecossistema. No último mês, decidiram estudar a saúde da natureza, conhecendo as práticas de reciclagem de materiais sólidos e de compostagem. Puseram a mão na massa e na terra, plantando mudas, criando vasos para plantas e flores, jogos e brinquedos, além de minicomposteiras.

A professora Priscila Greenberg conta que a experiência está sendo gratificante para todos. As crianças têm manifestado muito interesse no tema e o projeto abriu perspectivas para que cada uma desenvolva, da sua maneira, não apenas a consciência da importância da preservação dos recursos naturais, mas que seja ativa no processo. “Houve recados nas agendas dizendo que as crianças estavam bem participativas e conscientes em casa, fazendo questão de separar o lixo, de lavar antes de descartar um material. Aprenderam, na prática, como reaproveitar em vez de simplesmente descartar algo como lixo”.

Primeiros passos da viagem

O projeto começou com a professora Brunna Bassetti, que é coordenadora pedagógica do 6º ao 9º ano e da Educação Infantil e 1º ano. Ela conta que, logo no início do ano letivo, pediu para que cada aluno e aluna pensasse e desenhasse o que se interessaria em conhecer e surgiram ideias diferentes. Um tema, porém, se destacou: a natureza. “Foi então que surgiu a ideia de viajarmos por ela e desbravar tudo o que possui. Começamos falando sobre suas paisagens, como são e do que são compostas. Com isso, cada criança podia escolher para qual paisagem da natureza queria viajar. O resultado foi maravilhoso”.

“E como não falar da natureza com tudo isso que vem acontecendo ao nosso redor?”, pergunta Brunna. O projeto “Viajando pela Natureza” nasceu de um momento cheio de descontração e grande interesse pelo meio ambiente. “Esse projeto foi feito para dar asas à curiosidade e explorar a natureza e suas infinitas possibilidades, seja por meio dos animais que habitam na natureza, pelo universo verde que é o planeta Terra, dos pequenos temperos às grandes árvores, dos vegetais às frutas”, explica.

Aprendendo a preservar

Depois de conhecer os elementos da natureza, de aprender sobre a importância de cada organismo em um ecossistema e da riqueza da biodiversidade, a turma se ocupou em saber sobre as formas de preservar os recursos naturais. Assim, passou a estudar práticas para manter saudável o meio ambiente. “Falamos da coleta seletiva, dos diferentes materiais, como o plástico, papel, vidro, metal e lixo orgânico. Cada item foi trabalhado, como é fabricado, com qual matéria prima, e a importância do reaproveitamento. O papel, por exemplo, é feito do tronco de árvores e se a gente quer preservar as árvores, separa papel para reciclagem, reaproveita e menos árvores são cortadas”, explica Priscila.

Logo depois, foi o momento de pôr a mão na massa e vivenciar, na prática, como se faz para ajudar a preservar a natureza. Garrafas pet foram usadas para fazer vasos e papel usado serviu para confeccionar jogos, que foram deixados na sala de aula para uso de todos. “O pessoal que estava on-line também participou e criou coisas com material reaproveitável, houve quem fez vasos e quem criou animaizinhos, utilizando aqueles cilindros de papelão do papel higiênico. Teve também casinha de cachorro de papelão”, conta.

Compreendendo o ciclo natural

Com recipientes de vidro, foi feito um xilofone, utilizando água com tinta em diferentes níveis e latas foram reaproveitadas para a turma criar mini-hortinhas de temperos. As crianças que assistiam a aula em casa fizeram belos “porta-trecos”. E a aventura não ficou por aí. “Com os alunos do presencial fomos à estufa, pusemos terra nas latas e plantamos as mudinhas dos temperos. Por último, trabalhamos o lixo orgânico, todo o ciclo da matéria orgânica, como acontece o processo e como podemos reaproveitar, já que não podemos mandar os restos de alimentos para reaproveitamento nas indústrias. Então, fizemos minicomposteiras, para reaproveitamento de materiais básicos, como cascas de frutas”.

O projeto interessou as crianças e gerou hábitos e rotinas. “Todo dia tem o momento da frutinha e todas as cascas e sementinhas vão para as composteiras, para virar adubo líquido e depois ir para a horta da escola”, diz a professora, que assim demonstra como se dá o ciclo natural a alunos e alunas. Além disso, mais vasos foram feitos para novas plantinhas e a sala de aula ficou linda e naturalmente decorada. Priscila avalia que essas atividades devem perdurar por todo o ano, pois o interesse é grande e o empenho em preservar a natureza foi despertado.

Um baú cheio de tesouros que despertam o prazer de aprender

Aprender algo novo é sempre empolgante. As crianças do 3º ano da professora Liz Volino estão descobrindo isso e o “Baú das Descobertas” tem contribuído muito para semear a curiosidade que dá base ao prazer de pesquisar. O sucesso da iniciativa é tamanho que quem perguntar a qualquer aluno ou aluna da turma onde estuda, certamente vai ouvir a resposta: “Na ‘Turma das Descobertas’ da Escola Terra Firme”. E o projeto do trimestre não poderia ser outro: “Descobertas”. Para esses jovens estudantes, a alegria de descobrir parece não ter fim.

Sempre com aulas lúdicas, que despertam o interesse em aprender coisas novas, Liz conta que foi em uma dessas aulas que surgiu a ideia. Depois da turma assistir a um vídeo em que a atração era um baú misterioso, o desejo de também ter um baú, cheio de segredos a serem desvendados, se manifestou no entusiasmado grupo de estudantes. “Ficaram imaginando o que ia ter no baú deles e se mostraram tão envolvidos com a ideia, que eu peguei uma caixa e dela fiz o ‘Baú de Descobertas’.

Descobrindo tesouros

A proposta é promover o envolvimento emocional com o aprendizado, incentivar o interesse de estar sempre pesquisando, procurando entrar em contato com temas de estudo, fenômenos e formas de pensar novas. “Despertar na criança a curiosidade, a emoção de aprender, descobrir coisas. No baú sempre tem novidades, coisas diferentes que são elementos instigadores para as nossas atividades. Uma obra de arte, um brinquedo, um livro, uma carta, algo que vai ajudar nos trabalhos que a turma desenvolve”, explica a professora.

A primeira abertura do Baú de Descobertas revelou uma carta da diretora e fundadora da Terra Firme, a professora Sandra Cornelsen, para a turma. “Quando eu li, houve uma grande emoção, as crianças vibraram, amaram”, conta Liz. No dia do aniversário de Curitiba, 29 de março, a professora tirou do baú outra carta. Dessa vez, falava de um personagem lendário da história da cidade, o “Pirata Zulmiro”, que nela teria deixado um tesouro escondido.

A emoção das grandes descobertas

O baú é aberto nas segundas-feiras e, antes do check in – atividade realizada logo no início do horário de aula e que envolve o exercício de se expressar e também ouvir o outro -, as crianças já falam sobre o que imaginam que vai sair do baú. “É sempre uma grande expectativa. Teve a vez que tirei do baú uma carta da Emília, a bonequinha do Sítio do Pica-pau Amarelo, do Monteiro Lobato, que contava ter também um baú, uma ‘canastrinha’. Assim, as aulas ficam mais dinâmicas, proporcionam emoção e incluem a imaginação. Conversamos sobre o que tinha no baú e sobre o que descobrimos com o que tiramos do baú”, diz a professora.

Com o apoio da coordenadora do Ensino Fundamental I, a professora Kelly Cordeiro Munhoz Joaquim, Liz convidou outros professores e professoras para participar, de modo a integrar os conhecimentos e proporcionar elementos instigadores para a continuidade das pesquisas que começam com a abertura do baú. As aventuras reais e imaginárias que as revelações desse baú mágico trazem não param e a curiosidade das crianças envolvidas é cada vez maior. Afinal, aprender é sempre bom, mas com a emoção das grandes descobertas, fica ainda mais fácil e prazeroso estudar.

Novidade

A novidade para as próximas semanas é que uma criança assumirá, a cada semana, a tarefa de depositar no baú algo interessante que descobriu e apresentar isso à turma. “Vamos sortear um aluno ou aluna, que deve providenciar uma descoberta para ser posta no baú e retirada na aula. Quem for sorteado, deve manter segredo e somente na abertura do baú das descobertas se revelar. As crianças adoraram e a empolgação é grande”, revela Liz.