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Terra Firme comemora 35 anos e encerra 2023 com o espetáculo “Sentir Faz Sentido”

O Auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Niemeyer foi palco de uma celebração repleta de emoção. A Terra Firme, com o espetáculo “Sentir Faz Sentido”, encerrou o ano letivo, comemorando com alegria os seus 35 anos de história. Estrelada pelos alunos e alunos da escola, a apresentação artística proporcionou momentos especiais aos presentes.

A cerimônia ressaltou a relevância desse marco de três décadas e meia e destacou a importância da escola na vida de inúmeras famílias, enfatizando as sementes de aprendizagem que foram semeadas ao longo dos anos. A professora Sandra Cornelsen, fundadora e diretora pedagógica da Terra, foi homenageada e, sob intensos aplausos, recebeu os parabéns e o reconhecimento de todos.

35 anos semeando valores humanos para uma formação integral

É uma história composta de muitos elementos. Entre eles, a afetividade, a importância do vínculo, do carinho e do olhar diferenciado para as necessidades de cada criança e adolescente. O objetivo é a formação integral do ser humano, com valores e princípios de respeito ao outro, de cidadania e compromisso com a sociedade e o meio ambiente.

“Sentir Faz Sentido”: um espetáculo conectado à natureza e à cultura

O espetáculo teve referências aos elementos da natureza, citando os animais da Floresta Amazônica e alertando para a necessidade da preservação ambiental. Além disso, enalteceu a importância dos povos indígenas nessa preservação e falou das emoções, que têm um papel fundamental em todos os aspectos de nossa existência. A cidade de Curitiba foi outro tema, reverenciando seus poetas e prosistas, sua culinária, cultura e recantos.

Firme é meu chão, Terra Firme minha escola: hino ressoa no Museu Oscar Niemeyer

O encerramento foi emocionante, com todos os alunos e alunas no palco, juntos, cantando o hino da escola. Com isso, a Terra Firme celebrou o seu brilhante passado e vislumbrou o futuro com entusiasmo, antecipando muito mais anos de compromisso com a educação.

Fotos: Kraw Penas

Experiência refrescante: banho de mangueira proporcionou diversão, bem-estar e interação social

A Escola Terra Firme propiciou um momento especial para as crianças da Educação Infantil e do 1º ano. Em um dia quente e ensolarado, as turmas aproveitaram um delicioso banho de mangueira, uma atividade que foi além do simples refrescar durante o calor. Com muita alegria, alunas e alunos se envolveram em brincadeiras com água, compartilhando momentos de satisfação.

A coordenadora da Educação Infantil, Francesca Maranho Amariz, destacou a importância da experiência. Segundo ela, por meio de diferentes atividades, a Escola Terra Firme busca criar oportunidades para as interações sociais e o calor se mostrou perfeito para uma experiência saudável e prazerosa. “Por meio da interação social, as crianças adquirem inúmeras habilidades e conhecimentos. E, na escola, proporcionamos diferentes momentos para que essas interações aconteçam. Então, porque não aproveitar o dia de sol?”.

Banho de mangueira: diversão e aprendizado caminham lado a lado

Segundo a coordenadora, momentos como esse não apenas contribuem para a saúde física e o bem-estar das crianças, mas também fortalecem os laços sociais e emocionais. Desse modo, a Terra Firme reafirma seu compromisso em proporcionar não apenas um ambiente educacional, mas também experiências memoráveis que enriquecem o desenvolvimento dos alunos e alunas. Assim, a escola demonstra que aprender e se divertir podem caminhar lado a lado, deixando lembranças marcantes para toda a vida.

Estimulando o desenvolvimento infantil

Entre as vantagens de uma atividade como essa, é possível listar outras, além das já citadas. O incentivo à atividade física, com benefícios para o desenvolvimento motor, é uma delas. Isso sem esquecer dos estímulos sensoriais, que envolvem o tato e a percepção do corpo em relação ao ambiente e constituem uma experiência fundamental para a maturação cognitiva.

Fotos: Gilson Camargo

Aventuras imaginárias que ensinam: conhecendo os meios de transporte com o jogo simbólico

O Grupo I da Educação Infantil da Escola Terra Firme viveu um momento de fantasia e aprendizado. Em um contexto de aventuras e descobertas, embarcou na experiência de uma atividade de jogo simbólico, que explorou os meios de transporte de maneira lúdica e educativa.

“O nome do nosso projeto é A Todo Lugar e nós estamos trabalhando os vários meios de transporte. Hoje, fizemos uma atividade de jogo simbólico de viagem de barco e de avião”, explicou a professora Damaris Castro Rosa Volino. Foi ela que, juntamente com a professora Erli Freitas (Lili), planejou a atividade. Cada criança escolheu seu destino, alinhando-se ao tema do projeto e, durante o processo de preparação, alunas e alunos participaram ativamente, inclusive na confecção do avião.

A importância do faz de conta na educação infantil

Damaris disse que antes da viagem, houve o jogo simbólico de preparação para a viagem. Isso incluiu o que levar e o que cada criança esperava do lugar escolhido para ser visitado. A turma também já realizou uma atividade simbólica de confeitaria, com direito a preparações culinárias, e a professora destacou a importância do faz de conta na educação infantil: “O jogo simbólico trabalha bem o criativo da criança. A turma tem uma rotina semanal e na sexta-feira é o dia do nosso jogo simbólico. Assim, quando chega quinta-feira, eles já sabem o que vai ter no dia seguinte e perguntam: qual vai ser a brincadeira de faz de conta? O jogo simbólico é isso, um jogo de faz de conta. É como se a gente estivesse vivendo algo real, mas de forma lúdica, brincando”.

Jogo simbólico: aprendizagem com desenvolvimento da imaginação e da criatividade

Francesca Maranho Amariz, coordenadora da Educação Infantil, contou que a viagem imaginária começou quando a turma escolheu o tema e o nome do projeto. “A Damaris e a Lili fizeram uma roda de conversa, uma discussão com as crianças, e surgiu a questão dos meios de transporte, que é, de fato, um assunto que chama a atenção”. Antes de viajar de avião e de navio, a turma já tinha passeado de carro, em uma pista de areia com sinaleiros e placas de trânsito.

Segundo Francesca, na viagem de avião as crianças participaram como pilotos, copilotos, aeromoças e passageiros. “Tínhamos lá o som do aeroporto, a aeromoça, e eles guardaram a bagagem com as coisas que trouxeram de casa para levar na viagem”. Isso, sem esquecer dos bilhetes com o nome de cada aluno e aluna: um pedacinho ficou com as professoras e o outro dentro das malinhas. Tudo conforme uma viagem de verdade, uma experiência que proporcionou não apenas diversão, mas também aprendizagem, com o desenvolvimento da imaginação e da criatividade.

Fotos: Fran Amariz e Gilson Camargo

Terra Firme 35 Anos: celebração de um compromisso com a Educação

A Terra Firme completou 35 anos e a festa foi na rua, em frente à escola. Reuniu alunos e alunas, seus familiares, equipe pedagógica e colaboradores. Teve brincadeiras, pintura, pula-pula, vôlei, pista de patins, skate e bike, comidas, bebidas, muita música e a alegria do encontro.

Ex-alunos e ex-alunas prestigiaram o evento, além de professoras que lecionaram na escola e a levam no coração. Afinal, a Terra Firme é referência, com uma proposta pedagógica que promove a formação integral – motora, cognitiva e emocional – de seres humanos pensantes e críticos.

Agradecimentos e homenagens

Sandra Cornelsen, fundadora e diretora pedagógica da Terra, agradeceu a presença de todos e fez questão de homenagear as pessoas que, junto com ela, construíram essa história de sucesso. Falou da alegria de estar com as crianças e adolescentes, citou os alunos e alunas que já saíram da escola e compareceram para festejar, assim como as famílias e a equipe de docentes e colaboradores. “Hoje a gente faz 35 anos. É muita emoção e quero dizer que isso só foi possível graças à ajuda de muitos profissionais e de minhas duas filhas, a Maria Augusta e a Ana Carolina.”

Terra Firme 35 Anos: uma história de pioneirismo e inovação

Crianças e adultos brincaram juntos, compartilharam sorrisos e o orgulho de fazer parte dessa longa jornada de paixão e compromisso com a excelência na Educação. Uma história de pioneirismo e inovação na aplicação da Psicomotricidade Relacional no ambiente pedagógico e na valorização das manifestações artísticas como recurso de aprendizagem. O objetivo é que a criança tenha prazer em estudar, pesquisar e descobrir coisas novas. Para isso, é fundamental a metodologia de projetos, que incentiva a curiosidade e integra teoria e prática, sempre com uma abordagem interdisciplinar que enriquece o processo de construção de conhecimentos.

Eco Copo: sustentabilidade e responsabilidade ambiental

A festa marcou o lançamento da campanha “Sustentabilidade + Ação Lixo Zero”, uma iniciativa de gestão sustentável que reduzirá o uso de copos descartáveis na escola. Para isso, foi lançado oficialmente o Eco Copo reutilizável da Terra Firme, com um design moderno e prático. Essa medida vai ao encontro das práticas recomendadas para a redução do descarte de bens de consumo, com menos poluição ambiental e economia da matéria-prima necessária para a confecção de novos produtos.

Arte: Adriano de Faria
Fotos:
Gilson Camargo

Turmas do 4º e 5º ano pesquisam as raízes da cultura caiçara na Ilha dos Valadares

As turmas do 4º e do 5º ano visitaram a Ilha dos Valadares, no município de Paranaguá. Lá, conversaram com o Mestre Aorelio Domingues, na Associação de Cultura Popular Mandicuera, e receberam informações preciosas sobre a cultura caiçara e a geopolítica local. Conheceram o fandango, a música e a dança típicas do litoral do Paraná, assim como a oficina de luteria, bem como os instrumentos utilizados no fandango: rabecas, violas caiçaras e machetinhos, que são um tipo de cavaquinho.

O interesse pelo tema surgiu nas aulas e a professora Fernanda Galvão, do 5º ano, conta que a ideia da visita veio quando alunas e alunos conheceram o fandango e demonstraram vontade de conhecer mais sobre essa manifestação cultural. Ela diz que estar na Ilha dos Valadares foi muito produtivo. As crianças ouviram sobre a história, a realidade do lugar, e fizeram relações com temas que já tinham estudado em sala. “Ter essa vivência, para além do conhecimento somente teórico, ter esse contato, foi muito importante”.

Conhecendo a história de Paranaguá

Damaris Benites, professora do 4º ano, também ficou muito satisfeita com a experiência. “Nós estávamos estudando sobre os históricos das cidades e falamos sobre Paranaguá, a primeira cidade do Paraná. Então, com essa visita, as crianças puderam vivenciar na prática a cultura de lá, o fandango, conhecer um pouco mais sobre a cultura caiçara, sobre a culinária. Eles estiveram numa oficina da dança do fandango e conheceram os instrumentos. Foi algo encantador”.

Preservando a cultura caiçara

A Associação Mandicuera nasceu em 2004, com o objetivo de preservar a cultura caiçara. Seus fundadores foram Aorelio Domingues e seu amigo Eloir Paulo Ribeiro de Jesus, que, desde então, realizam oficinas para a transmissão das tradições locais aos mais jovens. Desse modo, manifestações culturais, como a Folia do Divino e o folguedo Boi de Mamão, fazem parte da vida e do calendário festivo da Ilha dos Valadares e de toda Paranaguá. Aorelio é músico e faz os instrumentos utilizados no fandango em sua oficina de luteria. E mais: criou a Orquestra Rabecônica e a primeira opereta caiçara da história: “Açucena”.

Vista do centro histórico de Paranaguá a partir da ponte sobre o Rio Itiberê, que liga a cidade à Ilha dos Valadares.

Imagens: Fabrício do Amaral, Fernanda Galvão, Damaris Benites, Priscila dos Santos e Kelly Munhoz.

Lenda do pirata Zulmiro: pesquisador revela descobertas na Escola Terra Firme

Lenda do pirata Zulmiro: pesquisador revela descobertas na Escola Terra Firme
Lenda do pirata Zulmiro: pesquisador revela descobertas na Escola Terra Firme

A Escola Terra Firme recebeu a visita de Marcos Juliano Ofenbock, pesquisador que se dedica à investigação da existência do pirata Zulmiro, que teria vivido em Curitiba no século XIX, e de um grande tesouro que ele teria enterrado na Ilha da Trindade (ES). Se essa história foi, por muito tempo, entendida como uma lenda urbana, agora parece ganhar contornos de realidade. Marcos Juliano afirma ter descoberto documentos que atestam que o pirata inglês realmente viveu em Curitiba.

“Encontrei inclusive a certidão de casamento dele, do dia 4 de fevereiro de 1829. Ele veio se refugiar aqui, ‘arrebatou’ uma jovem escrava, levou para a igreja e casou. E encontrei o registro do enterro, no cemitério municipal São Francisco de Paula. Ele faleceu no dia 24 de agosto de 1889.”

Pirata Zulmiro: reescrevendo a história da pirataria

Diretor cultural do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR), Marcos Juliano afirma que o tesouro pode estar mesmo enterrado na Ilha da Trindade, uma base da Marinha que fica a 1,2 mil quilômetros da costa Brasileira, no meio do Oceano Atlântico. Porém, o mais importante, sob o ponto de vista histórico, talvez seja o fato de que a comprovação da existência de Zulmiro reescreve a história da pirataria. “Os livros de história falam que o último capitão pirata do século XIX foi enforcado nos Estados Unidos, na cidade de Boston, em 1835. Foi um espanhol chamado Dom Pedro Gilberto. Mas, segundo a minha pesquisa, o último capitão pirata do século XIX, veio a morrer em 1889, aqui em Curitiba!”

Ponte entre projetos

A coordenadora do Fundamental II, Kelly Cordeiro Munhoz Joaquim, explica que o convite feito ao pesquisador se deu no contexto dos interesses demonstrados por alunos e alunas em seus projetos de pesquisa. “As turmas do 3º ano, no projeto ‘Grandes Mistérios’, começaram a falar sobre tesouros e piratas. A turma do 4º ano, por sua vez, escolheu como projeto ‘Sentindo Curitiba’ e, no 5º ano, o projeto foi ‘Movimento das ideias’. Assim, pensamos que seria interessante trazê-lo e fazer essa ponte entre Curitiba, mistérios e ideias em movimento.”

Thais Helene Portes, professora de Língua Inglesa da escola, conhece Marcos Juliano e fez o contato. Ela observou a fascinação das crianças com o tema e resolveu convidar o amigo para falar do mistério do pirata. “Eu tenho uma lição que inicia falando de buried treasures. Essa lição fala sobre tesouros enterrados e a gente explora as palavras desse grupo lexical de praia, natureza. O tema do projeto da turma é ‘grandes mistérios’, então juntando a lição, com o interesse deles em piratas e a minha amizade com o Marcos, estava completo o caldeirão” conta.

Formando cidadãos pensantes

Marcos Juliano avalia de forma positiva a apresentação que fez aos alunos. Segundo ele, os estudantes puderam acompanhar o processo de pesquisa que desenvolve há 18 anos. E diz ter ficado impressionado com o interesse demonstrado. “A participação deles, a interação no final da palestra com as perguntas, isso tem um conteúdo muito valioso. Ainda mais no processo de aprendizagem, que nós estamos formando futuros cidadãos pensantes, que podem vir a contribuir de forma muito grande com a sociedade. Então, acredito que a pesquisa teve um impacto muito positivo no coração dos alunos e alunas. Fico muito agradecido pela Escola Terra Firme ter me recebido para que eu pudesse compartilhar com eles essa história, essa pesquisa”.

Link para filme “O Legado do Pirata Zulmiro”, de Estevan Silvera.

Uma jornada de aprendizado: conhecendo o Brasil com o jogo simbólico

O jogo simbólico é uma atividade que une o brincar ao aprender, possibilitando o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras, emocionais e sociais. Nele, situações, personagens e cenários são imaginados e representados, há o estímulo ao pensamento, promovendo a criatividade e a vivência coletiva do aprendizado.

As crianças expressam os seus modos de entender uma determinada situação e exercitam seus sentimentos de forma lúdica, cultivam a autoestima e a confiança, uma vez que têm a oportunidade de explorar diferentes papéis em diferentes contextos.

A turma do 1º ano explorou as possibilidades do jogo simbólico em uma viagem que foi de Salvador, na Bahia, a Manaus, capital do Amazonas. Apresentaram passagem e documentos de identidade para entrar no ônibus, levaram suas malas, com objetos diversos, cantaram, brincaram e viveram intensamente o movimento do veículo na estrada, nas curvas, lombadas e freadas.

Preparação e vivências na estrada: o jogo simbólico em ação

Como a viagem é longa, dura quatro dias, a turma se preparou para encarar o percurso e, nele, cantaram e brincaram. “A gente foi construindo isso durante as aulas, as músicas para cantar no ônibus, as brincadeiras, coisas para se distrair na viagem. Isso é o jogo simbólico”, conta a professora Carmynha Santos, do Integral, que participou ativamente da experiência. Ela nasceu em Parintins e vai, junto com a professora Raquel de Melo Ribeiro, apresentar a região Norte para a turma.

Descobrindo a região Norte: geografia, cultura e identidade

“A turma está vivenciando alguns momentos no Norte, como a festividade de Parintins, além de uma abordagem geográfica, cultural, dos costumes. Eles têm muitas perguntas sobre como é a vida lá, como são as casas, a vestimenta, os times de futebol”, diz Raquel. Segundo ela, a proposta é uma vivência coletiva e o interesse é grande. Na região Nordeste, a turma já conheceu a forma de vida, o folclore e a culinária local e a expectativa é que a visita à região Norte traga outras boas experiências e aprendizados.

Metodologia de Projetos: uma experiência interativa com o conhecimento

A coordenadora da Educação Infantil e do 1º ano, Francesca Maranho Amariz, explica que a Escola Terra Firme trabalha com a metodologia de projetos e o projeto do primeiro ano envolve uma viagem pelo Brasil, visitando as cinco regiões. “Nessa viagem, as crianças exploram fauna, flora, cultura, lendas. Nas regiões, o que mais chama a atenção é o que é trabalhado nas aulas. E quando acontece a mudança de região, as crianças fazem de fato uma viagem. Elas já viajaram de avião, agora fizeram uma viagem de ônibus do Nordeste pro Norte e são elas que escolhem os meio de transporte, como a viagem vai ser feita”.

A contribuição do jogo simbólico para a formação da criança

As teorias de Jean Piaget e de André Lapierre fundamentam as ações pedagógicas da Terra Firme e valorizam a contribuição do jogo simbólico para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional. Há, desse modo, uma valorização da vivência lúdica, com teoria e prática se mesclando e integrando. Trata-se de um recurso fundamental para a formação individual e social da criança, contribuindo para o aprendizado e para a construção da identidade, com criatividade e autonomia.

Para mais informações sobre o jogo simbólico na Escola Terra Firme, acesse:
https://escolaterrafirme.com.br/jogo-simbolico-incentiva-a-construcao-ludica-do-conhecimento/
https://escolaterrafirme.com.br/o-jogo-simbolico-e-a-construcao-do-ser/
https://escolaterrafirme.com.br/brincar-e-fundamental-e-a-escola-terra-firme-sabe-disso/

Uma Mostra para conhecer a estratégia pedagógica que estimula curiosidade, autonomia e integração entre saberes

Pesquisas desenvolvidas na Metodologia de Projetos ganharam visibilidade em uma Mostra que combina diversidade de conhecimentos com expressões artísticas. A proposta é promover o desenvolvimento integral e integrado de alunos e alunas.

Em um belo sábado ensolarado, a escola Terra Firme realizou mais uma Mostra de Projetos. O evento é a exposição da produção realizada pelos alunos e alunas durante as aulas. O registro das pesquisas realizadas e a demonstração dos resultados obtidos são materializados em expressões criativas, com interesses intelectuais traduzidos em belas formas artísticas.

Percorrendo o evento, chamou a atenção a riqueza da abordagem dos temas tratados em poemas, cartazes, maquetes, instalações, desenhos e pinturas. Cores e traços se combinaram, demonstrando aos familiares presentes o quanto cada estudante em particular, e todos, coletivamente, se empenharam e dedicaram na construção dos caminhos para a aprendizagem expostos.

Olhar humano para uma formação integral

Na diversidade dos conhecimentos apresentados às famílias pelos orgulhosos alunos, havia algo em comum. No caso, a experiência de encarar o desafio de relacionar teorias com a prática, aprendendo de forma integral. “A escola foi criada com um olhar humano, para a formação do ser humano inteiro, para olhar o mundo de forma diferente, em um desenvolvimento não apenas cognitivo, mas também emocional”, explicou a orientadora pedagógica Ana Carolina Brofman.

Estudando os povos originários e suas culturas

As crianças da Educação Infantil e do 1º ano apresentaram seus estudos e pesquisas sobre os povos originários do Brasil e dos nossos vizinhos latinos. Nesse contexto, desvendaram como é a vida na floresta, com seus animais e vegetação. Assim, pesquisaram sobre os indígenas brasileiros, assim como sobre os incas, maias e astecas, suas culturas, habitats e meios de locomoção, como a canoa. Também descobriram a importância das lendas amazônicas e das penas de pássaros que compõem os cocares, criando até uma coleção desses objetos.

Viagens simbólicas, releituras e muitas emoções

No Fundamental I, relatos e registros das viagens simbólicas realizadas, nas quais alunos e alunas desvendaram as particularidades dos locais estudados, e releituras de obras de arte de Poty Lazarotto, Tarsila do Amaral e Leonardo da Vinci. Além disso, fotos com representações de emoções, pesquisas sobre animais e até um filme realizado durante a visita que as turmas do 4º e do 5º realizaram em Paranaguá, quando conheceram a história do local e a cultura caiçara.

Exposição de temas variados e interdisciplinares

O Fundamental II apresentou uma equilibrada exposição de temas variados, na qual a abordagem interdisciplinar saltou aos olhos. Havia jogos que ensinam sobre a história da Segunda Guerra Mundial (https://escolaterrafirme.com.br/turma-do-9o-ano-cria-jogos-de-tabuleiro-para-aprofundar-conhecimentos-sobre-a-segunda-guerra-mundial/) e as catapultas utilizadas na aula de Matemática para estudar a função quadrática (https://escolaterrafirme.com.br/estopim-para-o-aprendizado-transformando-teorias-matematicas-em-experiencias-praticas/). Isso, sem falar das maquetes de pontos turísticos europeus e até mesmo opções de plantas para degustação de chás. O 9º ano arrecadou fundos para as comemorações da formatura, com a venda de lanches e a rifa de uma cesta para o Dia das Crianças, que contém jogos diversos, bichos de pelúcia, kits e alfajores.

Metodologia de Projetos desperta a curiosidade, promove o debate e a inter-relação entre os saberes

A Mostra é a conclusão de um ciclo de pesquisas e de aprendizado, realizado com base na Metodologia de Projetos, a estratégia pedagógica utilizada em todas as turmas da Terra Firme. O objetivo é despertar a curiosidade, promover o debate e o inter-relacionamento entre os conhecimentos e saberes. A turma escolhe o tema de seu projeto, coletivamente, e cada estudante tem liberdade para criar suas próprias estratégias. Com essa perspectiva, “aprende a aprender” com professores, professoras e colegas. Por meio de imagens e textos, crianças e adolescentes desenvolvem pesquisas, encaram desafios e os resolvem. Perguntas encontram suas respostas possíveis em conceitos que se ligam e relacionam os conteúdos das disciplinas curriculares.

Estopim para o aprendizado: transformando teorias matemáticas em experiências práticas

A turma do 9º ano realizou uma atividade didática e desafiadora. O professor Gustavo Hagebock Guimarães, da disciplina de Matemática, orientou os alunos e alunas a construírem uma catapulta, visando a uma melhor compreensão das noções relacionadas à parábola, um tema que tinham estudado no conteúdo “função quadrática”.

Segundo o professor, a ideia surgiu do nome do projeto de pesquisa da turma, “Estopim-Início”. “Este conteúdo, que faz referência ao estopim, seria o lançamento de um objeto descrevendo uma parábola. Após a ideia de construirmos uma catapulta, pensamos que poderíamos calcular diversas coisas, como a altura máxima atingida pelo objeto, a distância que ele percorre e o tempo gasto para o objeto percorrer até retornar ao solo”.

Aplicando conceitos e teorias para um conhecimento mais significativo da matemática

A atividade permitiu que os estudantes observassem empiricamente o que estudaram nas aulas. Gustavo destacou que essa abordagem ajudou a turma a conseguir maior proximidade com a matemática. “A atividade fez com que os alunos aprendessem de outra forma, aplicando os conceitos e teorias na prática, tornando seus conhecimentos do assunto mais significativos”.

Função quadrática: o que é?

Expressão matemática que descreve uma relação entre duas quantidades, sendo uma delas elevada ao quadrado. É representada pela fórmula f(x) = ax2 + bx + c, em que “x” é uma variável e “a,” “b,” e “c” são números. Cria uma curva em forma de “U” (invertido, quando “a” é positivo, e em posição normal, quando “a” é negativo), chamada de parábola.

Fotos: Gilson Camargo

Uma aula para desenvolver o equilíbrio físico, mental e emocional

Os alunos e alunas do 9º ano tiveram a oportunidade de vivenciar uma aula especial de Educação Física. No contexto do estudo de artes marciais japonesas, conheceram o karatê, destacando seu objetivo principal de desenvolver o equilíbrio físico, mental e emocional dos praticantes. A iniciativa foi do professor Rafael Oliveira da Silva, que, para uma abordagem mais aprofundada do tema, convidou o professor de karatê Loir da Costa para ministrar a aula.

“Nós estávamos no conteúdo de lutas nacionais e aí fomos pro Japão. Vimos um pouquinho de sumô e o karatê. A aluna Vincenza Gonçalves Mocelin é praticante de karatê e eu perguntei da possibilidade de convidar o professor dela para a gente fazer uma oficina. Ela fez a intermediação e o professor Loir se disponibilizou”, explica Rafael. Ele conta, ainda, que a aula foi muito proveitosa e acabou despertando muito interesse. Por isso, acabou se estendendo para além do previsto.

Objetivo é a formação total do ser humano

O professor Loir avalia que, na aula, teve a oportunidade de transmitir um pouco do que o karatê pode ensinar. “O verdadeiro karatê-dô volta-se ao aspecto educacional e não desportivo, colocando acima da habilidade técnica combativa a formação total do ser humano, sua responsabilidade perante os demais e sua conduta moral”.

Promovendo o desenvolvimento físico, mental e emocional

Loir diz, ainda, que o objetivo principal da prática do karatê é a busca do equilíbrio físico, mental e espiritual. Assim, há o desenvolvimento de qualidades, como agilidade, força, resistência e elasticidade. Mas, não só isso. Além dessas habilidades, o praticante desenvolve outras, como persistência, foco, disciplina, determinação, controle emocional, respeito e o conhecimento dos próprios limites. “As aulas de karatê de conotação oriental, como é o nosso estilo Wadô-Ryu, fazem com que a criança e o jovem criem bons hábitos, tornando-se pessoas de honra e caráter, com bons princípios de ensinamentos e conduta na vida”.

Fotos: Gilson Camargo

Aulas de futsal promovem desenvolvimento motor e cognitivo

As aulas extracurriculares de futsal acontecem às terças, para as turmas do 1º e 2º ano, e nas quintas-feiras, para o 3º, 4º e 5º. Nelas, alunos e alunas lidam com desafios fundamentais na prática esportiva, como desenvolver habilidades e competências para o trabalho em equipe, criar estratégias para alcançar metas e exercitar a capacidade de lidar com frustrações. Isso, claro, sem esquecer o trabalho físico, que promove fortalecimento muscular, equilíbrio e um maior conhecimento das potencialidades e limitações do corpo.

Desafios cognitivos em jogo

Segundo o professor Willian Souza, as aulas são lúdicas e incluem aprendizados específicos. “Os alunos, muitas vezes, brincam para aprender. Além da ludicidade, também são aplicados exercícios específicos do esporte, envolvendo trabalhos técnicos e táticos”, explica.

Estão em jogo, ainda, instigantes desafios cognitivos, como prestar atenção a diversos detalhes em um lance ou jogada, aprimorando a capacidade de foco, e o raciocínio rápido para tomadas de decisão. Isso acontece pelo fato do futsal ser um jogo rápido e dinâmico, exigindo agilidade mental e capacidade de pensar sob pressão.

Habilidades motoras e sociais

Outros elementos de aprendizado presentes são o senso de disciplina e a habilidade de relacionamento social. Por um lado, a criança compreende o porquê de respeitar as regras e como isso é importante para um jogo justo. Por outro, ao jogar em equipe, as crianças aprendem a interagir com colegas de diferentes personalidades e habilidades. Isso pode melhorar habilidades sociais, como empatia e respeito pelo outro.

Engajamento, dedicação e motivação

Willian avalia que as aulas têm mostrado um engajamento e uma motivação muito grande por parte de alunos e alunas. Segundo ele, as aulas mostram um resultado positivo, e se declara feliz pela oportunidade de desenvolver esse trabalho na Terra Firme. “A escola me deu uma oportunidade muito legal e tento realizar o meu trabalho sempre da melhor forma, com muita dedicação e motivação”.

Turma do 9º ano cria jogos de tabuleiro para aprofundar conhecimentos sobre a Segunda Guerra Mundial

A turma do 9º ano mergulhou na complexidade da Segunda Guerra Mundial. Sob a orientação do professor de História, Sidinei José da Silva, alunos e alunas tiveram uma experiência de aprendizado rica e envolvente, que culminou com a elaboração de jogos de tabuleiro sobre o conflito. A experiência foi um exemplo de como o aprender pode ser uma jornada significativa, capacitando cada estudante a ser um agente ativo de seu próprio aprendizado.

A abordagem pedagógica adotada pelo professor teve início com uma conversa sobre o que os adolescentes já sabiam a respeito do assunto. A partir daí, o tema foi ampliado e aprofundado por meio de pesquisas e discussões em sala de aula. Sidinei destaca a importância de envolver os estudantes ativamente, utilizando recursos lúdicos, no processo de aprendizado. “Gosto de usar o lúdico sempre que possível. Ele possibilita ao aluno ousar no processo criativo, dando inúmeras possibilidades de ressignificar e transformar a teoria aprendida em sala”.

Interdisciplinaridade e imersão sensível no tema estudado

A turma assistiu ao filme “A Vida é Bela”, uma obra cinematográfica que aborda de forma sensível os horrores da guerra, e realizou uma visita ao Museu do Holocausto. Essas experiências proporcionaram um contato com os eventos traumáticos desse período sombrio da história humana. “A visita ao museu possibilitou uma imersão nesse momento tão cruel da humanidade. Permitiu que os alunos compreendessem a magnitude do que foi vivido na época”, explica Sidinei.

Em outra disciplina, a de Língua Portuguesa, com a professora Maria Carolina de Almeida Amaral, a turma está lendo o livro “Maus”, de Art Spiegelman, que aborda o tema. A partir dessa leitura, os alunos e alunas também estudam poemas relacionados à guerra, como “Rosa de Hiroshima”, de Vinícius de Moraes.

Jogos de tabuleiro: envolvimento possibilitou aprofundamento

No decorrer do processo de pesquisa surgiu a ideia de sistematizar o aprendizado com a criação de um jogo de tabuleiro. Os estudantes abraçaram o desafio, assumindo o papel de arquitetos de um aprendizado significativo. Através da elaboração das perguntas para o jogo, eles puderam expressar de maneira criativa e autêntica o que aprenderam sobre a Segunda Guerra Mundial.

O processo de concepção e construção do jogo revelou muito sobre o envolvimento dos alunos no tema. Por conta disso, o professor expressou seu contentamento com o resultado. “Fiquei muito satisfeito com o produto final. O tabuleiro e todo o processo de concepção e construção demonstraram o envolvimento e aprendizado dos alunos em relação a um tema tão impactante de nossa história, que foi a Segunda Guerra Mundial.”

Fotos: Gilson Camargo