Pesquisando materiais e estratégias pedagógicas, as professoras Bruna Bassetti Brito e Amanda Moutinho Alberti produziram massinha de modelar com as crianças do Grupo III, misturando areia, amido de milho, água e corantes. O objetivo foi envolver a turma em uma tarefa prática e divertida para possibilitar a vivência de um modelo simples de transformação química e, posteriormente, modelar e estudar figuras geométricas. As crianças batizaram a massinha de “areia mágica” e o preparo da mistura foi tão empolgante quanto a modelagem. Elas gostaram tanto que levaram a massinha para brincar em casa e contaram em família como se deu a experiência. O resultado é que pais e mães pediram a receita e orientações sobre o modo de fazer.

Uma transformação química se dá quando substâncias se rearranjam formando novas substâncias e a “areia mágica” serviu bem para ilustrar essa transformação. Os ingredientes foram misturados e a massa foi ganhando novas consistências e coloridos, sempre com a vibração das crianças. Todos participaram e viveram intensamente o processo de preparo, que envolveu, além do estudo, aspectos psicológicos e motores. “Houve o trabalho com o tempo, pois há certa demora até a massinha ganhar consistência, a expectativa de que desse certo, a curiosidade para ver no que ia dar e o envolvimento na tarefa de fazer a transformação. Além disso, também foi realizado um exercício de movimentos manuais de fundamental importância, como o de arco e de pinça, fundamentais para o desenvolvimento de inúmeras habilidades, inclusive a de escrever”, explica a professora Bruna.

Camila Guitti Luppi, coordenadora da Educação Infantil e do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental I, se mostrou empolgada com o sucesso dessa e de outras atividades, que compõem a prática de iniciação científica infantil desenvolvida na Terra Firme. Segundo ela, foi muito interessante e produtiva a experiência. As crianças da turma, que têm idades entre 5 e 6 anos, aproveitaram bastante e, assim como em outras oportunidades, como quando se realizou a experiência do “afunda ou não afunda” (ver matéria em https://bit.ly/2ZJk7Gt), vivenciaram, de forma lúdica e didática, todo o processo básico de um experimento científico. “Elas levantaram hipóteses sobre o que ia acontecer, mostrando muita curiosidade, interesse e imaginação. Depois, fizeram a experiência de mistura dos elementos que compõem a massa, viram a transformação, pensaram sobre o que aconteceu e registraram tudo em desenho. Todo esse processo é natural nelas, vem com elas, que vivem fazendo hipóteses, experimentando e tirando conclusões, e o que fazemos é aproveitar isso que a criança traz consigo, oferecendo-lhe uma trajetória, incentivando-a, não deixando morrer a curiosidade”, diz.

Texto: Luiz Geremias
Fotos: Gilson Camargo

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