Projeto desenvolvido em 2021 pela professora Maraíza de Araújo Ferreira na Escola Terra Firme está selecionado para a fase final do Prêmio, que destaca a excelência no desempenho de práticas pedagógicas.

Nas aulas de Língua Portuguesa, Mara, como é carinhosamente chamada, propôs uma atividade que mobilizou a turma do 9º ano do Ensino Fundamental. A partir da leitura dos livros “Diário de Anne Frank” e “Diário de Zlata”, que relatam a dor e o isolamento de pessoas perseguidas por regimes totalitários, alunos e alunas pesquisaram e aprofundaram seus conhecimentos.

A partir da pesquisa, foi feita uma relação de personagens históricos que passaram por experiências de perseguição e opressão ou tentaram ajudar a salvar a vida de pessoas nessa situação. Em seguida, foram elaborados relatos em primeira pessoa, exercitando o gênero textual “diário”, com base na experiência real desses personagens.

O merecido reconhecimento público da iniciativa veio com a inclusão do projeto entre os 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10, que teve milhares de inscritos de todas as regiões brasileiras. “Estou no Top 50 do maior prêmio da educação brasileira! Obrigado a todos os meus alunos. Sem vocês, nada disso seria possível”, publicou Mara em seu perfil no Instagram.

Experiências de isolamento

O projeto foi batizado pela professora com o nome de “O diário em tempos de pandemia”. A ideia veio do fato dos adolescentes da turma estarem, desde 2020, convivendo com o isolamento decorrente das medidas de proteção contra a pandemia de covid-19. Os livros lidos tratam dos horrores da guerra e da opressão totalitária remetendo, da mesma forma, a um contexto de isolamento. Essa identidade pontual entre a realidade dos alunos e alunas e a vivência de Anne Frank e Slata, foi um dos elementos que permearam os relatos presentes nos diários.

“O objetivo é contemplar a BNCC [Base Nacional Comum Curricular], contextualizando para os alunos os perigos do totalitarismo, refletindo sobre o tema da discriminação e pensando sobre essa temática no momento atual”, explica Mara. Segundo ela, os alunos e alunas se colocaram no lugar dessas pessoas e desenvolveram a empatia, ao mesmo tempo em que olharam para si mesmos, exercitando a autorreflexão e o autocuidado.

Leia aqui matéria sobre o projeto:
https://escolaterrafirme.com.br/relatos-de-vida-que-demonstram-solidariedade-e-respeito-as-diferencas/.

Em 2004, a primeira premiação

Esta não é a primeira vez que a Terra Firme figura entre os premiados do Educador Nota 10. Em 2004, a professora Liz Volino, com o projeto “Os problemas da família Gorgonzola – desafios matemáticos”, ficou entre os doze premiados na etapa final. Naquele ano, ela desenvolveu a atividade com a turma do 2º ano, baseada no livro “Os problemas da Família Gorgonzola”, de Eva Furnari.

Liz e seus alunos e alunas desenvolveram um novo livro. Cada criança criou um problema, que foi incluído na publicação editada e ilustrada pela turma. A professora, que está na Terra Firme desde a fundação da escola, mostrou aos estudantes que a matemática está presente no dia a dia e definiu o objetivo do trabalho realizado. “Valorizar a criança, deixando-a procurar suas próprias estratégias e soluções para os problemas, é um dos objetivos do trabalho desenvolvido na escola”.
http://gestaouniversitaria.com.br/artigos/professora-de-curitiba-inova-na-hora-de-ensinar-matematica

Sobre o Prêmio

O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita para o reconhecimento, a divulgação e a valorização dos professores e gestores da Educação Infantil ao Ensino Médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Desde então, aproximadamente 80 mil projetos foram inscritos e o montante das premiações alcança quase R$ 3 milhões.

Veja aqui relação do Top 50 da edição de 2021:
https://premioeducadornota10.org/parabens-aos-finalistas-do-premio-educador-nota-10-2021/